Marketing Eleitoral: como ele pode definir uma eleição

A cada dois anos no Brasil, entramos no processo eleitoral e ele marca um intenso trabalho de marketing dos profissionais da área. As estratégias são as mais variadas e todas com o objetivo óbvio de conquistar o eleitorado e garantir a eleição do candidato em questão.  

Só que nos últimos anos, o marketing digital ganhou muita importância, possibilitando até mesmo que candidatos com pouco tempo de aparição em mídias tradicionais se sobressaiam, desde que tendo um trabalho forte na internet. Ser muito atuante, engajado ou mesmo o fato de estar sempre em evidência, pode garantir votos a mais, que podem ser a diferença entre ser ou não eleito. 

O que é marketing eleitoral? Não confundi-lo com marketing político 

Para começar, vale entender o conceito do marketing eleitoral, que trata de ações mais diretas e de curto prazo. Seu principal objetivo é fazer com que determinado candidato torne-se conhecido do grande público. Além disso, visa mostrar para a população o que ele tem a oferecer, destacando projetos, propostas e até mesmo sua história, de forma a aproximar sua imagem das pessoas. 

Enquanto isso, o marketing político tem outra função: a de trabalhar principalmente a imagem do político eleito (apesar de também poder ser usado por aquele que busca se eleger). Ele é pensado no longo prazo, pois visa mostrar projetos, leis aprovadas ou propostas, atuação social, de forma a aumentar seu apoio popular. A ideia é que, ao estreitar relações com a população mediante ações de marketing, uma possível reeleição torne-se mais fácil. 

Fazendo uma analogia com campanhas tradicionais, é como você querer estabelecer uma marca dentro do mercado. Isso não ocorre de um dia para o outro certo? Ele é um trabalho de longo prazo, que tenta tornar determinada marca mais próxima e simpática ao público. É desta forma que o marketing político atua. 

Importante destacar que para melhores resultados, o ideal é que ambos (o eleitoral e o político) trabalhem juntos, até por se tratarem de ações complementares. Sendo elas úteis tanto na pré-campanha, como na pós. 

Os principais meios de marketing eleitoral e político 

Os principais meios de divulgação de ações de um candidato ou de fazer campanha para ele em períodos de eleição, são bem conhecidos do público. Vamos a eles: 

Horário eleitoral gratuito  

Este é aquele que é veiculado no rádio e TV. Apesar de ele contar com certa antipatia do público, ainda é um meio bastante efetivo de se mostrar para os eleitores, especialmente porque ainda uma grande parte da população consome conteúdos de ambos os meios. Por isso o marketing eleitoral deve ser bastante assertivo para naquele pequeno espaço de tempo, poder passar a mensagem do candidato. 

Debates  

Trata-se de um ponto estratégico da campanha, especialmente por falarmos de um momento de confronto de ideias entre os candidatos. Neste caso depende muito mais do preparo do próprio político, mas o marketing também pode dar um suporte com informações, temas que estão em alta com o eleitor, etc. 

Slogans e jingles  

Essa é uma forma de fixar a imagem do candidato ou mesmo partido na mente do eleitorado. Certamente alguns lembram slogans como “contra burguês, vote 16” ou jingles como “ey ey Eymael”. O interessante de ambos os exemplos é que falamos de partido e candidato que não contam com a mesma verba de campanha ou tempo que outros, mas que ainda sim conseguiram fixar sua imagem. Ou seja, de alguma forma eles se mantêm presentes no mapa da disputa. 

Bandeiraços e panfletagem  

São ações de corpo a corpo, que servem principalmente para tornar o nome do candidato mais conhecido, especialmente dentro de sua zona eleitoral. Além disso, muitas vezes o próprio aparece para conversar com o público, ajudar na panfletagem, que geralmente traz um resumo de suas propostas. Mesmo com um alcance mais limitado, pode ser efetivo na construção de uma imagem positiva do político. 

Campanha online  

Finalmente chegamos aquela que tem estado em alta nos últimos anos. Ela conta com um importante componente do marketing político, pois o trabalho nas redes pode ser contínuo. Ou seja, o político e sua equipe podem pavimentar ao longo dos anos sua imagem na rede, de forma a conquistar um grande alcance e cativar o eleitorado no longo prazo.  

Da mesma forma, na campanha eleitoral, através das mais variadas ações, pode viralizar sua campanha, especialmente com memes (fotos com algumas legendas e de fácil compartilhamento). Inclusive já temos visto isso nas últimas eleições, pois esta consegue alcançar justamente o eleitorado mais jovem, nem sempre engajado politicamente.    

Legislação, TSE e regras de campanha 

A cada ano que as campanhas eleitorais se modernizam, novos problemas surgem. O que anteriormente acontecia (e ainda acontece, mas menos) com campanhas de TV dando direito de resposta por ataques pessoais ou informações mentirosas, acabaria chegando ao mundo digital.  

Problemas que tivemos nas últimas eleições com as infames “fake news” (notícias e/ou informações falsas), fizeram com que o TSE tivesse de atualizar as regras, para impedir que o ambiente digital seja uma terra sem lei. As sanções podem, desde apagar uma postagem, até ter o perfil do candidato retirado das redes por determinação judicial.  

Para além disso, há diversas regras que tratam especialmente de campanha antecipada, pedir votos fora do período eleitoral, etc. Há certos limites que precisam ser respeitados, para que não haja a chamada “campanha antecipada”. Atualmente, no ano eleitoral, o pré-candidato pode se afirmar como postulante ao cargo, mas sem fazer diretamente um pedido de votar nele, com risco de sofrer sanções. 

Qual a importância de fazer o marketing eleitoral e político? 

Muitos devem ter notado nos últimos anos um aumento da politização da população. Ainda que notícias mentirosas e informações erradas tenham muito eco, está mais claro que o eleitor acompanha um pouco mais de perto as ações do candidato no qual votou (mesmo que ele não tenha sido eleito). 

Só que ainda temos uma boa parte da população com pouco engajamento, que apesar de eventualmente seguir determinado político nas redes, não acompanha de perto o que ele faz. Por isso ter um marketing eleitoral e político digital atuante, ajuda a se manter em evidência ou pelo menos com a imagem presente para os eleitores. 

É um trabalho de longo prazo para não precisar começar do zero a cada eleição, pois você não precisa reconquistar a confiança daquele eleitor. Afinal ele já sabe o que você faz e como pensa, tornando a missão de conquistar seu voto muito mais fácil do que se o político aparecer apenas a cada quatro anos, já que você tem uma conexão maior com seu eleitorado. 

Considerações finais 

O marketing eleitoral e político geralmente é feito por equipes especializadas, que estudam à fundo a comunicação com o eleitor. Isso porque nem sempre pode ser feita da mesma forma que o marketing tradicional, mesmo que os objetivos sejam comuns (fazer você escolher este ao invés do outro, melhorar uma imagem ou mesmo criar uma positiva do zero, etc). 

Até mesmo as equipes geralmente são diferenciadas, contando muitas vezes com estudiosos de ciências sociais, que entendam melhor a comunicação com o eleitor, pois em geral falamos de gente insatisfeita de saída.  

Afinal, quantas pessoas você não conhece que diz não gostar de políticos ou que desconfia de tudo que eles falam? Ou seja, você muitas vezes parte de um cenário inicial negativo, precisando revertê-lo, o que não é o habitual em um marketing para produtos, por exemplo (a não ser claro que seja algo para recuperar a imagem de uma marca). 

Por isso, seja da situação, em que se traz a imagem de que está melhorando e que o trabalho deve seguir, seja da oposição, que mostra que está ruim, mas que com a mudança tudo pode melhorar, é importante ter uma equipe especializada de marketing. Pois só assim você poderá passar a melhor mensagem possível para seu eleitorado. 

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